Foi lançada a edição comemorativa dos 50 anos do livro O Senhor de Sándara, escrito pelo pensador e humanista Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol).
Lançada edição comemorativa do livro O Senhor de Sándara
Foi lançada a edição comemorativa dos 50 anos do livro O Senhor de Sándara, escrito pelo pensador e humanista Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol).
Defina seus objetivos já!
Segundo Abilio Diniz, uma forma de começar bem o ano é definindo e não perdendo de vista os seus objetivos.
Ser determinado faz toda a diferença. Assista o vídeo e dê sua opinião. O que você acha?
Fonte: http://mais.uol.com.br/abiliodiniz
Deus
O universo me intriga, e não posso pensar que este relógio exista e não o relojoeiro. (Voltaire)
A ciência já tem elementos para deduzir que o universo tem mais de 100 bilhões de galáxias. Isso mesmo, bilhões!!
Só a nossa Via Láctea – que não é das menores - tem 100 mil anos luz de diâmetro. Isso significa que para percorrermos de um lado ao outro da nossa “casa” demoraríamos 100 mil anos viajando à velocidade da Luz, que é de 300 mil quilômetros por segundo.
Isso me faz pensar: qual é o tamanho de Deus?
Uma reflexão de Natal
O que faz um coach?
Este fato da vida suscita algumas reflexões: se a semente germinou é porque tinha em potencial a palmeira na qual se transformou, correto? E por que ficou 2 mil anos adormecida? O que faltava? O que fizeram os cientistas para que ela germinasse? Algum milagre? Não! Simplesmente a colocaram na terra em condições de umidade, temperatura e nutrientes adequados. Ou seja, proporcionaram o ambiente propício à germinação.
E eu? E você? Quantas sementes temos adormecidas dentro de nós? Pois é, o contato com esta história me fez pensar no que é ser um coach. Me parece que é justamente proporcionar ao outro o ambiente necessário para que ele descubra as sementes que tem dentro de si. O coach não ensina, não dá nada; simplesmente cuida do processo, provoca no outro um processo estruturado de reflexões para que ele descubra e revele por si mesmo os seus talentos adormecidos.
Deus lhe pague! De novo?
Pensei comigo mesmo: como assim? Ele já me pagou adiantado, eu tenho tudo!
Minha luz (?!)
Era uma noite muito quente.
Eu estava só em casa e resolvi ir até o quintal para tomar um pouco de ar.
Deitei-me no chão para observar o céu, que estava muito estrelado. Ao fitar uma estrela, recordei que há algumas que ficam distantes milhares de anos luz da terra, o que significa que eu poderia estar olhando para uma estrela que já não existe mais - quem sabe - há milhões de anos.
Que magnífico! Pensei.
Já não existe, mas continua derramando luz no universo e, especialmente, neste momento, inspirando a mente e iluminando a sensibilidade deste ser solitário.
Foi quando refleti: e eu? Quanta luz tenho gerado? Qual é o meu legado? Terei, como fez este astro celeste, produzido suficiente brilho para continuar existindo, pelo menos na recordação e no coração de alguns poucos semelhantes?
Esperança consciente
Tenho notado que as Leis de Deus que regem minha vida são infalíveis.
Quando um projeto meu é abortado por forças externas, o saldo do esforço, da dedicação e do amor que coloquei nele fica na minha "conta" individual e logo retorna em realizações ainda maiores e mais felizes.
Quando eu morrer
Certo é que cedo ou tarde esta matéria estará fria, sem vida. Enquanto isso não acontece, me esforço para cuidar dela com afinco. Não deixo também de oferecer-lhe minha imensa gratidão por tudo o que, como instrumento adequado que é ao mundo terreno, permitiu e continua permitindo-me viver, sentir e realizar.
Confio em Deus, em suas infinitas e justas Leis e terei o lugar que ao Seu juízo merecer. Isso, naturalmente, em função do que eu fiz enquanto estive aqui. Portanto, quando este corpo parar não quero ninguém rezando, nem pedindo a Deus que me tenha em bom lugar. Não há necessidade da intervenção de terceiros, o Criador não precisa de testemunhas.
Também não quero saber de tristeza. Quase todos os momentos vividos com minha família, com os amigos, no trabalho (isso mesmo, no trabalho) e em tudo o que passei, foram permeados pela alegria. Por isso não quero tristeza na minha despedida, que até prefiro que chamem de um até breve. Em vez de ficarem se perguntando: o que dizer numa hora dessas? Ou, o que é essa vida, hein?... Ontem mesmo ele estava aqui com a gente e agora está ai ó, durinho da Silva. Claro que ontem estava aqui, e anteontem também, ainda bem; que falta de assunto é essa? Outra coisa que não quero é gente falando: o que é que a gente vale, olha só! Porque eu valho muito, sei que sim!
Em vez de tristeza e estas reflexões (?) toscas, prefiro que tentem recordar momentos que viveram comigo, de preferência os mais agradáveis, os que tocaram nossa sensibilidade ou instigaram nossa inteligência, ocasiões nas quais aprendemos algo juntos, sobre a vida ou sobre nós mesmos. Esta será a melhor homenagem que poderão me prestar os meus amigos.
Por fim, não quero que chamem de velório, pois prefiro não ter velas por perto.
Existir
A natureza é feminina
coloriu a borboleta
e um ser supremo criou
pra reinar neste planeta.
Parte divina na Terra, tem o poder de criar,
combate com rosas a guerra, sabe amar e perdoar.
Poderosa intuição, sensível por excelência,
decide com o coração, superando a inteligência.
Ingênua, mansa, carente,
Polinômio indecifrável,
Quero voltar!
O administrador de um pequeno clube da cidade onde morávamos havia acabado de reformá-lo e promoveu um festa, aberta à comunidade, com o intuito de apresentar as recém inauguradas instalações e angariar novos sócios.
O pano de fundo da atividade foi um churrasco e, lá pelas tantas, estava com um grupo de amigos conversando numa área gramada, próxima à piscina, sobre a questão da reencarnação. Será que existe? Será que não?
Em dado momento eu manifestei que, sem dúvida, esta é uma das tantas inquietudes que nos consomem, sobre a qual temos muito mais perguntas do que respostas. E completei, com bastante veemência: se há ou não, eu não sei, o que posso afirmar é que eu quero voltar!
Neste exato momento o administrador ia passando próximo ao nosso grupo e disse: que bom, meu amigo, volte sim! Volte! Traga sua família e seus amigos, pois serão sempre muito bem vindos aqui!
Sobre rosas e espinhos
Eu estava saindo para o escritório quando minha esposa colheu uma rosa e deu-me de presente.
Fresca, tinha seu perfume característico, suas pétalas eram sedosas e até seus espinhos podiam ser acariciados, pois ainda que pontiagudos tinham certa flexibilidade, permitindo que eu os tocasse sem me ferir. E, claro, além destas características físicas, aquela rosa trazia consigo muito amor.
Deixei-a sobre minha mesa de trabalho, sem nenhum cuidado mais.
Os dias foram passando, as pétalas secando, desfolhando-se, a ponto de se desintegrarem. Seu aroma se perdeu.Os espinhos, ao contrário, a cada dia ficavam mais fortes, mais rígidos. Não tardou e suas pontas mostraram a que vieram: verdadeiros bisturis capazes de cortar ao mínimo toque.
O que aprendi com aquela observação? Assim são os meus relacionamentos: tenho que cuidar sempre, todo dia um pouquinho, para manter vivos os afetos. Quanto aos espinhos, não requerem trato algum, crescem sozinhos.
Soneto da impostura
Para criar minha biografia
E pincelar na de outro ser humano
Mil gotas de afeto em policromia
Para fazer bem mais do que é preciso
O que é preciso é ‘inda muito pouco
É como a linda boca sem sorriso
Pra quem ama tanto que é chamado louco
O homem me fez escravo temeroso
Julgou, sentenciou e me prendeu
Nas estreitas amarras do egoísmo
Tratou-me com espírito nanismo
Tirou-me parte do que Deus me deu
Quiçá meu bem mais precioso
Soneto da graça
Naquilo que é supérfluo pra razão
Que não faz a menor falta aos normais
Mas que faz bater forte o coração
Por que tem a borboleta mil cores?
Se não servem pro seu vôo embalar?
As flores? Para que tantos odores?
Não fosse para vida enfeitar!
Viver o necessário não tem graça
A cereja do bolo é que é o presente
Fala mais alto o burburinho
Sem calor, a vida fica e o tempo passa.
Fingindo existir e estando ausente
Por que ser assim tão pequeninho?
De quem é a culpa?
É só um foguinho de nada...
Do livro Bases para sua conduta, de Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)
Quando iniciei minha carreira técnica - isso faz mais de trinta anos - tive um treinamento de prevenção e combate a incêndio. O treinamento foi ministrado pelo comandante do Corpo de Bombeiros de BH, que fez uma coisa muito interessante.
Ele acendeu uma vela em cima da mesa e começou a conversar, como quem não quisesse nada. De repente, ele levou os dedos indicador e polegar na boca, molhou-os com a língua (que porquice!) e, na sequência, apertou o pavio da vela com os dois, apagando-a instantaneamente.
Então comentou: vocês perceberam que apaguei este fogo com dois dedos?! Entretanto, se ele tivesse se espalhado pela mesa e em seguida tomasse conta do auditório e do prédio, eu poderia chamar toda a minha corporação - que não é pequena - com todos os equipamentos e caminhões pipa que temos e demoraríamos horas para dominar o incêndio.E mesmo depois que o fizéssemos, as consequências seriam irremediáveis.
Transformei esta história numa metáfora, que naturalmente ficou gravada em minha mente e, todas as vezes que me esqueço dela, me dou mal.
