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Lançada edição comemorativa do livro O Senhor de Sándara


Foi lançada a edição comemorativa dos 50 anos do livro O Senhor de Sándara, escrito pelo pensador e humanista Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol).
É um romance psicodinâmico que descreve momentos especiais da vida humana e projeta sobre o futuro do homem a visão de um destino digno de civilização avançada.

Na próxima sexta-feira, às 20 horas, a sede da Fundação Logosófica em Pindamonhangaba, SP, fará um coquetel para comemorar o evento. Para participar, é necessário confirmar, clicando aqui.

Para fazer o download de algumas páginas da obra visite o site da Editora Logosófica.

Defina seus objetivos já!


Segundo Abilio Diniz, uma forma de começar bem o ano é definindo e não perdendo de vista os seus objetivos.



Ser determinado faz toda a diferença. Assista o vídeo e dê sua opinião. O que você acha?

Fonte: http://mais.uol.com.br/abiliodiniz

Deus

O universo me intriga, e não posso pensar que este relógio exista e não o relojoeiro. (Voltaire)

A ciência já tem elementos para deduzir que o universo tem mais de 100 bilhões de galáxias. Isso mesmo, bilhões!!

Só a nossa Via Láctea – que não é das menores - tem 100 mil anos luz de diâmetro. Isso significa que para percorrermos de um lado ao outro da nossa “casa” demoraríamos 100 mil anos viajando à velocidade da Luz, que é de 300 mil quilômetros por segundo.

Isso me faz pensar: qual é o tamanho de Deus?

Uma reflexão de Natal

Feito à imagem e semelhança do Criador.
Quando eu era menino e – confesso - durante boa parte de minha vida, ao ler esta citação imaginava que Deus era um homem grandão em relação ao qual eu guardava a referida semelhança.
Com o tempo passei a compreender que esta analogia se refere ao fato de eu também ser criador, de criar arte, tecnologia, conhecimento; de poder criar até o próprio rumo de minha vida, que alguns chamam destino.
Nesta época do Natal, da maneira como é descrito pela tradição cristã, fiquei pensando: se eu fosse Deus, com que objetivo teria protagonizado esta história?
Inspirado pela reflexão da semelhança, fiquei pensando que, como gestor que sou, vejo os danos que provoco quando faço alguma coisa diferente das normas que eu próprio institui para a minha equipe. Quer dizer, se defini que para o nascimento de novos seres humanos é necessário concurso de um homem e uma mulher, como é que Eu mesmo vou quebrar esta lei? Para mostrar meu poder? O fato de ter criado as mais de 100 bilhões de galáxias, a vida, a morte, a inteligência, o amor e tudo o mais, já não deixa mais que provado do que Deus é capaz? Tudo tão organizado, tudo sujeito a leis inexoráveis, não é tudo grandioso demais?
Logo, pensei como pai de 3 filhos. Para mostrar minha bondade e amor, eu enviaria um dos meus filhos para ser injustiçado e morto numa batalha? Quem é pai sabe muito bem que a gente é capaz de dar a vida pelos filhos e não dar a vida dos filhos para salvar quem quer que seja do que quer que seja, não é assim?
Gente, será? Será que Deus foi mesmo protagonista desta história?

O que faz um coach?

Cientistas israelenses confirmaram que sementes encontradas na localidade de Masada (Israel), e que conseguiram germinar, têm 2 mil anos de existência. A revelação foi feita por um estudo publicado na revista científica Science.

Sob o acompanhamento de Elaine Solowey, da Organização Médica Hadassh, em Jerusalém, 26 meses depois de germinar, aquela semente transformou-se numa palmeira de tâmaras de 1,5 metros de altura.

Este fato da vida suscita algumas reflexões: se a semente germinou é porque tinha em potencial a palmeira na qual se transformou, correto? E por que ficou 2 mil anos adormecida? O que faltava? O que fizeram os cientistas para que ela germinasse? Algum milagre? Não! Simplesmente a colocaram na terra em condições de umidade, temperatura e nutrientes adequados. Ou seja, proporcionaram o ambiente propício à germinação.

E eu? E você? Quantas sementes temos adormecidas dentro de nós? Pois é, o contato com esta história me fez pensar no que é ser um coach. Me parece que é justamente proporcionar ao outro o ambiente necessário para que ele descubra as sementes que tem dentro de si. O coach não ensina, não dá nada; simplesmente cuida do processo, provoca no outro um processo estruturado de reflexões para que ele descubra e revele por si mesmo os seus talentos adormecidos.


Deus lhe pague! De novo?


Outro dia uma amiga me disse: Deus lhe pague!

Pensei comigo mesmo: como assim? Ele já me pagou adiantado, eu tenho tudo!

Na verdade, com tanto crédito, tenho mais é que compartilhar com os outros tanta coisa boa que me foi outorgada. E só eu sei com quanto gosto eu faço isso.

Minha luz (?!)


Era uma noite muito quente.
Eu estava só em casa e resolvi ir até o quintal para tomar um pouco de ar.

Deitei-me no chão para observar o céu, que estava muito estrelado. Ao fitar uma estrela, recordei que há algumas que ficam distantes milhares de anos luz da terra, o que significa que eu poderia estar olhando para uma estrela que já não existe mais - quem sabe - há milhões de anos.

Que magnífico! Pensei.
Já não existe, mas continua derramando luz no universo e, especialmente, neste momento, inspirando a mente e iluminando a sensibilidade deste ser solitário.

Foi quando refleti: e eu? Quanta luz tenho gerado? Qual é o meu legado? Terei, como fez este astro celeste, produzido suficiente brilho para continuar existindo, pelo menos na recordação e no coração de alguns poucos semelhantes?

Esperança consciente


Tenho notado que as Leis de Deus que regem minha vida são infalíveis.

Quando um projeto meu é abortado por forças externas, o saldo do esforço, da dedicação e do amor que coloquei nele fica na minha "conta" individual e logo retorna em realizações ainda maiores e mais felizes.

Quando eu morrer

Como assim? Quando eu morrer? Quem disse que eu vou morrer?
Claro, as leis do Criador são inexoráveis e dentre as que dizem respeito ao corpo físico estão aquelas que determinam para este um prazo de validade. Qual é o do meu? Não sei!

Certo é que cedo ou tarde esta matéria estará fria, sem vida. Enquanto isso não acontece, me esforço para cuidar dela com afinco. Não deixo também de oferecer-lhe minha imensa gratidão por tudo o que, como instrumento adequado que é ao mundo terreno, permitiu e continua permitindo-me viver, sentir e realizar.

Confio em Deus, em suas infinitas e justas Leis e terei o lugar que ao Seu juízo merecer. Isso, naturalmente, em função do que eu fiz enquanto estive aqui. 
Portanto, quando este corpo parar não quero ninguém rezando, nem pedindo a Deus que me tenha em bom lugar. Não há necessidade da intervenção de terceiros, o Criador não precisa de testemunhas.

Também não quero saber de tristeza. Quase todos os momentos vividos com minha família, com os amigos, no trabalho (isso mesmo, no trabalho) e em tudo o que passei, foram permeados pela alegria. Por isso não quero tristeza na minha despedida, que até prefiro que chamem de um até breve. Em vez de ficarem se perguntando: o que dizer numa hora dessas? Ou, o que é essa vida, hein?... Ontem mesmo ele estava aqui com a gente e agora está ai ó, durinho da Silva. Claro que ontem estava aqui, e anteontem também, ainda bem; que falta de assunto é essa? Outra coisa que não quero é gente falando: o que é que a gente vale, olha só! 
Porque eu valho muito, sei que sim!

Em vez de tristeza e estas reflexões (?) toscas, prefiro que tentem recordar momentos que viveram comigo, de preferência os mais agradáveis, os que tocaram nossa sensibilidade ou instigaram nossa inteligência, ocasiões nas quais aprendemos algo juntos, sobre a vida ou sobre nós mesmos. Esta será a melhor homenagem que poderão me prestar os meus amigos.


Por fim, não quero que chamem de velório, pois prefiro não ter velas por perto.


Existir


Há muito não sou poeta
Há muito não sou profeta
Sou filho, colega, funcionário
Sou pai, marido, operário.
Operário na fábrica
Operário no mundo.

Na fábrica, fácil. 
No mundo, difícil.

Procuro a missão para tal concepção
Animal, mas (tem) mente
Material, mas tem sentimentos
Física, mas espiritual.

O tempo é o mistério
O tempo não para e a vida passa.

Operário enganado
Só fazendo matéria
Só sendo animal ou...
às vezes animal.

O tempo passa e a vida acaba
O corpo está frio e é só animal.
Missão fracassada, caminho errado.

É grande a concepção
mente, coração, espírito...

Agora já sei qual é a missão
Fácil entender, difícil é fazer
Respeitar a concepção, construir nela,
Evoluir
Destruir as imperfeições
Construir atributos
Respeitar as Leis
Construir o eterno...

Quando o corpo for frio
O eterno continua... é amigo do tempo.
É a missão do existir.

A natureza é feminina

Deus fez tudo com amor,
coloriu a borboleta
e um ser supremo criou
pra reinar neste planeta.

Parte divina na Terra, tem o poder de criar,
combate com rosas a guerra, sabe amar e perdoar.
Poderosa intuição, sensível por excelência,
decide com o coração, superando a inteligência.

Ingênua, mansa, carente,
fragilidade é seu forte,
esperta, brava, valente,
o sentimento é seu norte.

Polinômio indecifrável,
mistério que não termina,
amável, indispensável,
Oh! Alma feminina!

Quero voltar!

O administrador de um pequeno clube da cidade onde morávamos havia acabado de reformá-lo e promoveu um festa, aberta à comunidade, com o intuito de apresentar as recém inauguradas instalações e angariar novos sócios.

O pano de fundo da atividade foi um churrasco e, lá pelas tantas, estava com um grupo de amigos conversando numa área gramada, próxima à piscina, sobre a questão da reencarnação. Será que existe? Será que não?

Em dado momento eu manifestei que, sem dúvida, esta é uma das tantas inquietudes que nos consomem, sobre a qual temos muito mais perguntas do que respostas. E completei, com bastante veemência: se há ou não, eu não sei, o que posso afirmar é que eu quero voltar!

Neste exato momento o administrador ia passando próximo ao nosso grupo e disse: que bom, meu amigo, volte sim! Volte! Traga sua família e seus amigos, pois serão sempre muito bem vindos aqui!

Sobre rosas e espinhos


Eu estava saindo para o escritório quando minha esposa colheu uma rosa e deu-me de presente.


Fresca, tinha seu perfume característico, suas pétalas eram sedosas e até seus espinhos podiam ser acariciados, pois ainda que pontiagudos tinham certa flexibilidade, permitindo que eu os tocasse sem me ferir. E, claro, além destas características físicas, aquela rosa trazia consigo muito amor.


Deixei-a sobre minha mesa de trabalho, sem nenhum cuidado mais.


Os dias foram passando, as pétalas secando, desfolhando-se, a ponto de se desintegrarem. Seu aroma se perdeu.
Os espinhos, ao contrário, a cada dia ficavam mais fortes, mais rígidos. Não tardou e suas pontas mostraram a que vieram: verdadeiros bisturis capazes de cortar ao mínimo toque.

O que aprendi com aquela observação? Assim são os meus relacionamentos: tenho que cuidar sempre, todo dia um pouquinho, para manter vivos os afetos. Quanto aos espinhos, não requerem trato algum, crescem sozinhos.


Soneto da impostura

Deus me concebeu livre e soberano
Para criar minha biografia
E pincelar na de outro ser humano
Mil gotas de afeto em policromia

Para fazer bem mais do que é preciso
O que é preciso é ‘inda muito pouco
É como a linda boca sem sorriso
Pra quem ama tanto que é chamado louco

O homem me fez escravo temeroso
Julgou, sentenciou e me prendeu
Nas estreitas amarras do egoísmo

Tratou-me com espírito nanismo
Tirou-me parte do que Deus me deu
Quiçá meu bem mais precioso

Soneto da graça

Deus expressa o seu afeto no mais
Naquilo que é supérfluo pra razão
Que não faz a menor falta aos normais
Mas que faz bater forte o coração

Por que tem a borboleta mil cores?
Se não servem pro seu vôo embalar?
As flores? Para que tantos odores?
Não fosse para vida enfeitar!

Viver o necessário não tem graça
A cereja do bolo é que é o presente
Fala mais alto o burburinho

Sem calor, a vida fica e o tempo passa.
Fingindo existir e estando ausente
Por que ser assim tão pequeninho?

De quem é a culpa?

Eu estava numa atividade de treinamento com mais 10 colegas de trabalho.

Peguei o celular para ligar para uma de minhas filhas e, que susto! O papel de parede que tinha uma foto de minha esposa estava com o logotipo da operadora e o “meu menu” fora desconfigurado.

Que coisa mais bizarra, pensei com meus botões. Tive o impulso de ligar para meu filho e pedir-lhe uma orientação do que fazer, pois tinha dado um problema no meu celular e, aparentemente, havia sido reiniciado com sua configuração de fábrica. Foi quando verifiquei que minha agenda também estava irreconhecível. Porém, ao navegar pelos nomes, verifiquei que um determinado sobrenome aparecia com freqüência. Ah! Comecei a entender o que tinha acontecido. O aparelho que utilizo é corporativo (da empresa) e o sobrenome que constava repetidas vezes era o de um colega que havia deixado a companhia dias atrás. Conclui que o responsável pela telefonia da empresa, acidentalmente, carregara a agenda do funcionário demitido no meu aparelho. E confirmei esta conclusão quando percebi que apenas o último número do meu celular estava trocado.

Então, liguei para a secretária de minha área e pedi que ela fizesse um teste para mim, que ligasse no meu celular, pois queria ver o que aconteceria.
Desliguei-o, coloquei-o na palma de minha mão e fiquei aguardando a ligação. Nisso, sinto algo vibrar em meu bolso... Adivinhou?! Era o meu celular!
Imediatamente, surgiu um colega perguntando: alguém viu meu telefone por ai? Este rapaz era novo na equipe e havia herdado o celular do companheiro que fora demitido.

Pois é, veja quantas possibilidades eu aventei em alguns poucos segundos, menos a mais provável, a de que eu poderia ter me enganado.


É só um foguinho de nada...

"Antes de dedicar sua amizade a alguém, convém que conheça suas idéias, sua moral, suas inclinações, etc. A boa impressão que você tenha, ao tomar contato com uma pessoa, terá de ser confirmada pelo que observar nela em tratos posteriores."
Do livro Bases para sua conduta, de Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

Vou te contar uma historinha rápida.

Quando iniciei minha carreira técnica - isso faz mais de trinta anos - tive um treinamento de prevenção e combate a incêndio. O treinamento foi ministrado pelo comandante do Corpo de Bombeiros de BH, que fez uma coisa muito interessante.

Ele acendeu uma vela em cima da mesa e começou a conversar, como quem não quisesse nada. De repente, ele levou os dedos indicador e polegar na boca, molhou-os com a língua (que porquice!) e, na sequência, apertou o pavio da vela com os dois, apagando-a instantaneamente.

Então comentou: vocês perceberam que apaguei este fogo com dois dedos?! Entretanto, se ele tivesse se espalhado pela mesa e em seguida tomasse conta do auditório e do prédio, eu poderia chamar toda a minha corporação - que não é pequena - com todos os equipamentos e caminhões pipa que temos e demoraríamos horas para dominar o incêndio.E mesmo depois que o fizéssemos, as consequências seriam irremediáveis.

Transformei esta história numa metáfora, que naturalmente ficou gravada em minha mente e, todas as vezes que me esqueço dela, me dou mal.