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De quem é a culpa?

Eu estava numa atividade de treinamento com mais 10 colegas de trabalho.

Peguei o celular para ligar para uma de minhas filhas e, que susto! O papel de parede que tinha uma foto de minha esposa estava com o logotipo da operadora e o “meu menu” fora desconfigurado.

Que coisa mais bizarra, pensei com meus botões. Tive o impulso de ligar para meu filho e pedir-lhe uma orientação do que fazer, pois tinha dado um problema no meu celular e, aparentemente, havia sido reiniciado com sua configuração de fábrica. Foi quando verifiquei que minha agenda também estava irreconhecível. Porém, ao navegar pelos nomes, verifiquei que um determinado sobrenome aparecia com freqüência. Ah! Comecei a entender o que tinha acontecido. O aparelho que utilizo é corporativo (da empresa) e o sobrenome que constava repetidas vezes era o de um colega que havia deixado a companhia dias atrás. Conclui que o responsável pela telefonia da empresa, acidentalmente, carregara a agenda do funcionário demitido no meu aparelho. E confirmei esta conclusão quando percebi que apenas o último número do meu celular estava trocado.

Então, liguei para a secretária de minha área e pedi que ela fizesse um teste para mim, que ligasse no meu celular, pois queria ver o que aconteceria.
Desliguei-o, coloquei-o na palma de minha mão e fiquei aguardando a ligação. Nisso, sinto algo vibrar em meu bolso... Adivinhou?! Era o meu celular!
Imediatamente, surgiu um colega perguntando: alguém viu meu telefone por ai? Este rapaz era novo na equipe e havia herdado o celular do companheiro que fora demitido.

Pois é, veja quantas possibilidades eu aventei em alguns poucos segundos, menos a mais provável, a de que eu poderia ter me enganado.


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