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Quem você quer ser em dezembro de 2012?

"Quem quiser chegar a ser o que não é,
deve começar por deixar de ser o que é."
Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

Durante uma sessão de coaching, um dos meus clientes se propôs a ler dois capítulos de um livro até nossa próxima reunião, como exercício para um de seus objetivos que era retomar o hábito da leitura.

Quando chegou o dia do encontro, ele manifestou não ter feito a leitura, alegando falta de tempo. Porém, ao longo da conversa, me contou que durante as noites estava revendo um seriado que ele gostava muito e que estava sendo reprisado. Interessante que, enquanto narrava isso, de repente ele deu uma parada e se questionou, esboçando um sorriso: uai, não consigo tempo para leitura, mas estou  assistindo na TV algo que já vi! Pois bem, me comprometo a usar este tempo nas próximas semanas para a leitura do livro.

Chegamos à sessão seguinte e o jovem executivo narrou que havia conseguido parar de assistir o seriado, mas ficava zanzando para lá e para cá dentro de casa com o livro na mão, ia até a geladeira, dava um volta pelo quarto, sentava no sofá, mas não conseguia realizar a leitura.

Ao perceber que ele estava desanimado, lhe disse: veja, você já conseguiu a primeira etapa, que é deixar de fazer algo e liberar o tempo para a nova atividade que pretende empreender. Agora fica mais fácil, só precisamos identificar alguns estímulos para que você construa esta nova realidade. Assim fizemos e no encontro seguinte ele havia cumprido com sua tarefa.

Esta singela experiência contém a essência de algo muito comum nos diversos aspectos da vida. Para ser consultor independente, tive que deixar de ser empregado; para fazer uma dieta saudável, precisei parar de comer trash food, para me tornar homem, precisei deixar de ser criança. 

Entretanto, os maiores exemplos estão presentes na própria Criação. Se puder, assista este vídeo de 30 segundos e deixe seus comentários.

FELIZ 2012!

Talk Show encerra o Congrevap 2010


Aconteceu dia 19 de novembro de 2010, no Parque Tecnológico de São José dos Campos, o 2º Congrevap – Congresso Vale paraibano de Gestão de Pessoas.


O evento foi encerrado com um
Talk Show, conduzido pelo jornalista Carlos Abranches, da TV Vanguarda. Abranches é também empresário e, além do Jornalismo, graduado em Música, Filosofia e Comunicação Social, com especialização em Administração de Recursos Humanos e MBA em Gestão de Negócios.

O objetivo do Talk Show foi refletir, à luz da experiência dos convidados, sobre o tema central do congresso “Do operacional ao estratégico: reinventando o RH”.


Para isso, foram convidados Katia Luckemeyer, Marcelo de Elias, Jorge Couto, Eunice Batista, João Carlos Rocha  e Elizenda Orlickas, todos profissionais do ramo, com experiência e formação bastante diversificadas.
Abranches demonstrou ter feito com apreço sua lição de casa, no sentido de procurar conhecer bem a trajetória e bagagem de cada convidado, orquestrando de maneira natural e extremamente agradável questões que pudessem potencializar a experiência de cada um. Além disso, costurou com espontaneidade a interligação dos elementos trazidos à tona a cada reflexão proposta, e direcionou de maneira exemplar as perguntas do público.

Conhecedor da obra de Rudolf Steiner que é e sabendo da minha formação em base antroposófica, o anfitrião me direcionou questionamentos que permitiram a exploração da empresa como um organismo vivo, que precisa de alimento, luz, calor e afeto, sob pena de se atrofiar e até se extinguir.

Para concluir, o jornalista ousou perguntar-me sobre a questão da espiritualidade nas organizações. Ancorado na afirmação de Rudolf Mann de que “nenhuma organização pode ser maior do que o horizonte espiritual das pessoas, que conjuntamente a carregam“, pude explorar nos últimos sessenta segundos que me foram concedidos os possíveis desdobramentos dessa abordagem para se “reinventar o RH”.

Defina seus objetivos já!


Segundo Abilio Diniz, uma forma de começar bem o ano é definindo e não perdendo de vista os seus objetivos.



Ser determinado faz toda a diferença. Assista o vídeo e dê sua opinião. O que você acha?

Fonte: http://mais.uol.com.br/abiliodiniz

O que faz um coach?

Cientistas israelenses confirmaram que sementes encontradas na localidade de Masada (Israel), e que conseguiram germinar, têm 2 mil anos de existência. A revelação foi feita por um estudo publicado na revista científica Science.

Sob o acompanhamento de Elaine Solowey, da Organização Médica Hadassh, em Jerusalém, 26 meses depois de germinar, aquela semente transformou-se numa palmeira de tâmaras de 1,5 metros de altura.

Este fato da vida suscita algumas reflexões: se a semente germinou é porque tinha em potencial a palmeira na qual se transformou, correto? E por que ficou 2 mil anos adormecida? O que faltava? O que fizeram os cientistas para que ela germinasse? Algum milagre? Não! Simplesmente a colocaram na terra em condições de umidade, temperatura e nutrientes adequados. Ou seja, proporcionaram o ambiente propício à germinação.

E eu? E você? Quantas sementes temos adormecidas dentro de nós? Pois é, o contato com esta história me fez pensar no que é ser um coach. Me parece que é justamente proporcionar ao outro o ambiente necessário para que ele descubra as sementes que tem dentro de si. O coach não ensina, não dá nada; simplesmente cuida do processo, provoca no outro um processo estruturado de reflexões para que ele descubra e revele por si mesmo os seus talentos adormecidos.


Esperança consciente


Tenho notado que as Leis de Deus que regem minha vida são infalíveis.

Quando um projeto meu é abortado por forças externas, o saldo do esforço, da dedicação e do amor que coloquei nele fica na minha "conta" individual e logo retorna em realizações ainda maiores e mais felizes.

A virada

Abri mão de uma carreira técnica promissora para recomeçar na área de Recursos Humanos da própria empresa na qual trabalhava.

Era um técnico em eletrônica quando entrei na área da Refusão, em 1987, como assistente de Manutenção Elétrica. Na época, minha intenção era construir uma carreira técnica. Pouco tempo depois, tornei-me coordenador da mesma área, mas minha visão começou a mudar. Por volta dos 35 anos de idade, embora satisfeito com meu trabalho e muito reconhecido pela organização, comecei a rever o meu futuro profissional e descobri que gostaria de atuar no desenvolvimento de pessoas.

Convicto do meu novo objetivo, ele segui em frente – mesmo não sendo compreendido inicialmente por boa parte dos colegas, amigos e familiares - pois era visto como um bom profissional em meu ramo de atuação. No entanto, tão logo compreenderam a genuinidade dos meus objetivos, todos me apoiaram.


O meu primeiro passo foi a matrícula no curso de Direito, dentro da meta de ter uma formação compatível com meu objetivo. Três anos se passaram quando surgiu a oportunidade na área de Recursos Humanos. Eu estava envolvido no projeto de expansão da fábrica e tinha grandes chances de crescer na carreira técnica, mas não desisti do sonho e aceitei a proposta da mudança. Foram mais de seis meses de negociação com o gerente de RH da empresa. As conversas visavam, por um lado, aferir minha convicção, e, por outro, desenhar a transição.

Assim, antes mesmo de completar o curso de Direito, fui transferido para a área de RH como assessor de treinamento. Tenho certeza de que fiz a coisa certa. Por meio da minha profissão, estou realizando boa parte da missão da minha vida que, segundo compreendo, é usar das habilidades e competências que construí ao longo da vida para influenciar positivamente na biografia de outras pessoas. Por isso, penso muito, durante a elaboração dos processos de treinamento e desenvolvimento, no quanto os resultados daquele trabalho poderão melhorar o negócio da empresa e propiciar o crescimento das pessoas neles envolvidas.

Além do mais, sinto-me rejuvenescido, pois, quando deveria preparar-me para consolidar uma carreira e já começar a pensar em aposentadoria, eu comecei outra, totalmente nova, cheia de desafios e constante aprendizado. E, claro, tudo isso aconteceu graças à presença de Deus em primeiro lugar, ao apoio da família, dos amigos e dos gestores da empresa.

Hoje, com os cursos de Direito e MBA em Gerência de Recursos Humanos concluídos, além da cursos em renomadas entidades, atuo como gerente corporativo de treinamento e desenvolvimento da empresa para América do Sul e sinto-me preparado para encarar novos desafios.

O extrato a mudança


Isso não é uma receita de mudança, de jeito nenhum. É apenas o extrato da minha experiência, que pode, no máximo, inspirar alguém que queira dar uma virada na carreira.

Quais foram os ingredientes do meu processo de mudança?

  • Um sonho
  • Genuíno interesse
  • Coragem
  • Um plano
  • Apoio da família
  • Execução
E se tivesse que escolher 10 atitudes que concorreram para o meu sucesso, eu diria:

  1. Estar atento aos sinais.
    Algo inesperado como um encontro, um livro, a participação em um evento ou projeto podem ser sinais importantes de uma necessidade ou oportunidade de mudança. No meu caso aconteceu tudo isso.
  2. Ter um sonho, criar uma visão.
    Perguntas do tipo: como quero me ver daqui a 5 ou 10 anos? Fazendo o que? Onde? Com quem? Por que? Para que?
  3. Fazer um inventário do que já possuo.
    Formação acadêmica, experiências anteriores, contatos, situação financeira e saúde.
  4. Fazer uma lista do que ainda falta para chegar lá.
    Formação acadêmica, cursos, viagens, capital, contatos. Para facilitar o plano de ação, classificar em dois grupos: aquilo que depende exclusivamente de mim e no que preciso de outras pessoas para conquistar.
  5. Fazer um plano flexível.
    O plano deve prever alternativas e alguma contingência. A vida é dinâmica. Portanto, a rigidez pode cegar os olhos a caminhos tão ou mais interessantes do que o traçado inicialmente.
  6. Compartilhar com as pessoas que serão diretamente afetadas pela mudança.
    A família, principalmente o cônjuge, deve tomar conhecimento do plano, pois tem um papel fundamental na sua realização. O mesmo vale para pessoas com potencial para ajudar.
  7. Ser discreto.
    Evitar falar aos quatro ventos. O sonho é meu e, em se tratando de mudança, exigirá esforço para ser concretizado. Quem está fora pode influenciar de forma pessimista, muitas vezes, com a melhor das intenções.
  8. Buscar pensamentos afins com o plano.
    Livros, filmes, conversas com pessoas que realizaram mudanças significativas em suas próprias vidas.
  9. Fazer a lição de casa.
    A rotina é uma devoradora dos sonhos. A mudança exige tarefas de curto e longo prazo. É preciso ficar atento à tarefa do dia, sem perder de vista a conexão com o longo prazo.
  10. Ter paciência.
    O fruto colhido antes do tempo pode ser amargo e duro de digerir.


“A vida humana, concebida sob o ângulo proeminente de sua estrutura moral, espiritual e psicológica é, em meu juízo, uma sucessão ininterrupta de curtos espaços de duração, fragmentados cada um deles em três períodos: o que se emprega em projetar, o que se destina à ação e o que exige a espera.” Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

Me encontrando

Como flor silvestre surgistes em meu jardim.
Não sabia que te havias plantado
Sequer sabia que existias.

Demorei pra te descobrir,
Por que nunca quisestes te me mostrar?

Minha boca torta,
As idéias turvas
Os pensamentos confusos
Foi preciso o espelho do outro para te enxergar.

E agora?
Eis desvelado nosso desiderato
Terei que te cultivar.
Terás que me cativar.

Ao cultivar-te a alma
esmero no meu oficio de jardineiro.

Tu buscas luz e calor
Te mostro o sol
Te acomodas
Te jogo nas trevas

Tu buscas alimento
Te compartilho idéias.
Tu buscas respostas
Te dou perguntas

Por vezes te podo
Noutras te protejo dos predadores,
Te afasto das ervas daninhas.
Errei, confesso, te segurei.

E quando estiveres pronto
Não poderei colher-te
Não me pertences
Não me pertencerás
E nosso moto continua.

Eis ai nosso desiderato
A nossa (dura) lei
Tu me cativas
Eu te cultivo...
Apenas.

De quem é a culpa?

Eu estava numa atividade de treinamento com mais 10 colegas de trabalho.

Peguei o celular para ligar para uma de minhas filhas e, que susto! O papel de parede que tinha uma foto de minha esposa estava com o logotipo da operadora e o “meu menu” fora desconfigurado.

Que coisa mais bizarra, pensei com meus botões. Tive o impulso de ligar para meu filho e pedir-lhe uma orientação do que fazer, pois tinha dado um problema no meu celular e, aparentemente, havia sido reiniciado com sua configuração de fábrica. Foi quando verifiquei que minha agenda também estava irreconhecível. Porém, ao navegar pelos nomes, verifiquei que um determinado sobrenome aparecia com freqüência. Ah! Comecei a entender o que tinha acontecido. O aparelho que utilizo é corporativo (da empresa) e o sobrenome que constava repetidas vezes era o de um colega que havia deixado a companhia dias atrás. Conclui que o responsável pela telefonia da empresa, acidentalmente, carregara a agenda do funcionário demitido no meu aparelho. E confirmei esta conclusão quando percebi que apenas o último número do meu celular estava trocado.

Então, liguei para a secretária de minha área e pedi que ela fizesse um teste para mim, que ligasse no meu celular, pois queria ver o que aconteceria.
Desliguei-o, coloquei-o na palma de minha mão e fiquei aguardando a ligação. Nisso, sinto algo vibrar em meu bolso... Adivinhou?! Era o meu celular!
Imediatamente, surgiu um colega perguntando: alguém viu meu telefone por ai? Este rapaz era novo na equipe e havia herdado o celular do companheiro que fora demitido.

Pois é, veja quantas possibilidades eu aventei em alguns poucos segundos, menos a mais provável, a de que eu poderia ter me enganado.


Jovem, vai mudar de emprego?

Por favor, não tome como verdades absolutas o que vou dizer, mas como elementos para sua reflexão.

É, realmente, mudar de área ou local de trabalho pode significar um salto na carreira, mas é um processo que envolve muitas escolhas. Seus objetivos profissionais, o ambiente de trabalho, as perspectivas e a forma como a oportunidade se encaixa no contexto de sua vida são alguns dos fatores envolvidos na análise.

Diante da situação, é importante que você responda a algumas perguntas que - não tem jeito - só você mesmo pode fazê-lo.

É mais fácil analisar primeiro as coisas tangíveis, avaliando as perdas e ganhos: salário, ticket refeição, ticket combustível e os impactos nos custos de transporte, aluguel, alimentação, estacionamento, vestuário, etc.

Concluída esta análise quantitativa, parte-se para as questões mais intangíveis:
O que eu quero para daqui a 3 ou 5 anos?
A oportunidade se encaixa no meu plano de desenvolvimento profissional de médio/longo prazos? O que eu vou aprender?
Como se encaixa o novo trabalho no contexto geral de minha vida: estudo, família, namorado, amigos, animais de estimação?
Como fica minha qualidade de vida?
Como é meu atual ambiente de trabalho? Estou feliz?
O que eu sei sobre o ambiente da nova oportunidade?

Em resumo. Em vez de tentar observar do ponto de vista de "você dentro da empresa", procurar olhar a "empresa dentro da sua vida", pois quem deve estar no comando de sua vida é você e ninguém mais. Tem gente feliz em área comercial e operação. Tem gente contente em RH e em Contabilidade. Tem gente feliz até sem trabalhar em lugar nenhum. Faz sentido?

E, no frigir dos ovos, como dizia o Fernando Pessoa, “navegar é preciso, mas viver não é preciso”. Por isso, deixe seu coração te ajudar a decidir, deixe a sua sensibilidade fluir, pois a mente só consegue trabalhar com coisas “precisas”. Vale também consultar as pessoas mais próximas, é importante envolver no momento da decisão as pessoas que serão afetadas por ela.

Pense nisso e boa sorte!