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Benchmarking desastroso

Quando eu era criança pequena lá em Caratinga, ouvia de um tio muitas fábulas. Uma delas, que me lembro com bastante detalhes, pois achava muito engraçada, era sobre o drama vivido por um pavão e um urubu.

O pavão vivia se queixando de ser tão belo e não conseguir voar, fato que lhe causava muita inveja do urubu. Por outro lado, o urubu se sentia perseguido pela Criação, pois além de horroroso tinha que voar e expor toda a sua feiura nos ares, tornado-se assim alvo fácil da ridicularização de todos.

Até que um dia eles resolveram se unir e, após uma rápida conversa, tiveram a ideia de ter um filho. Segundo conta esta lenda, foi assim que surgiu o peru, que é medonho e não voa.

Meu tio encerrava a narração com a moral da história: contente-se com o que você tem, pois sempre pode ser pior.

Hoje vejo esta história se repetindo em algumas organizações. Através do processo de benchmarking uma empresa consegue identificar o que a outra faz melhor que ela. Porém, na hora de implantar, não olha com o devido cuidado a organização como um todo, sua identidade, valores, processos e recursos, resultando muitas vezes em algo desastroso.

Diferenças em comum


Por Shenara Pantaleão


Escritora carioca retrata as lutas psicológicas da juventude e as possibilidades do conhecimento de si mesmo
 
A escritora carioca Flávia Camargo acaba de lançar seu primeiro livro, Diferenças em Comum, pela editora Giostri. O romance conta a história de Breno, um herói desconhecido que trava suas principais lutas dentro de si mesmo. “Desconhecido porque luta em silêncio, na região mais íntima de seu ser, para vencer suas limitações, sem plateia ou expectadores. E é herói porque luta pelo auto aperfeiçoamento por livre e espontânea vontade. Breno é o herói que existe dentro de todos nós”, explica a autora.

Inspirada nos conhecimentos da Logosofia, ciência que oferece ferramentas de ordem conceitual e prática para obter o autoaperfeiçoamento, Flávia Camargo consegue mostrar em sua primeira obra toda a sua desenvoltura com a linguagem literária oferecendo aos leitores um romance envolvente e emocionante. Outra característica marcante no livro são as situações vivenciadas pelo personagem principal, muitas delas parecidas com as que vivenciamos no nosso cotidiano. O diferencial é a forma como Breno vai lidando com elas, nos fazendo pensar em formas menos automáticas de guiar a vida.

Empolgada com o lançamento do primeiro livro, Flávia já está preparando sua próxima obra, que deverá ter como tema principal a vida de duas amigas.

Formada em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, a autora vem se dedicando às letras desde muito cedo. Já aos seis anos de idade adorava contar histórias, elaborar poemas e vivenciar o universo da ficção.

Congvap foi um sucesso!


Durante o Congvap - Congresso Valeparaibano de Gestão de Pessoas, conduzi a palestra “Visão sistêmica e aprendizado organizacional”.
Realizado em novembro, o evento reuniu cerca de 450 pessoas.

Iniciei a apresentação contando um pouco de minha história de vida pessoal e profissional. Em função do tema tratado, construir esta empatia com público foi fundamental, pois conhecer e entender minha trajetória seria essencial para a compreensão do conceito de visão sistêmica que seria desenvolvido nos minutos seguintes da palestra.

Em seguida, abordei o conhecimento como diferencial competitivo nas organizações e refletimos sobre o processo de aprendizado nas empresas. Depois, trouxe mais elementos para construção do conceito de visão sistêmica, como sendo a forma de entender a organização como um sistema integrado, inclusive à sociedade – e ressaltei a importância desse sistema para estruturar e acelerar o aprendizado.

Um dos meus objetivos era incentivar a participação do público e para isso combinei logo no início uma forma de interação com a platéia. Provoquei também a reflexão sobre a importância de se aproveitar a oportunidade do evento para ampliar o network e realizei com os participantes uma dinâmica para iniciar este movimento. A participação foi ativa e tratamos o tema com profundidade e ao mesmo tempo leveza e alegria.

Para ver fotos do evento, baixar os slides da apresentação e fazer uma avaliação da palestra, visite meu site.


Visão sistêmica e aprendizado organizacional


No Congresso Valeparaibando de Gestão de Pessoas, compartilharei minha experiência em Visão Sistêmica e Aprendizagem Organizacional. Será dia 11 de novembro de 2009, em Taubaté, SP.

Saiba mais sobre o Congvap

Nos tempos do mundo plano, no qual as opiniões sobre qualquer tema são tão distintas, pelo menos uma afirmação parece consenso no mundo dos negócios: o conhecimento é o mais significativo diferencial competitivo de uma empresa.

E, como é que as organizações aprendem? Qual é a importância da visão sistêmica para se estruturar e acelerar este processo? O que levar em conta para a gestão de pessoas neste contexto? A idéia da palestra não é trazer respostas prontas para estas questões. O objetivo é aproveitar o tema central do congresso e compartilhar reflexões e experiências para que cada um amplie o seu conceito sobre o processo de aprendizagem organizacional.

Para informações e inscrições, visite www.congvap.com.br.


Ajudando o papai...

Eu estava passando por uma fase difícil, dessas pelas quais todo mundo passa de vez em quando.
Um filho com problema de saúde, trabalhando 12 horas por dia e com o dinheirinho contado para dar conta das despesas.

Para completar, eu tinha um Fiat 147 (acredite, ainda não era esse o maior problema) e, desatento a um semáforo vermelho em Belo Horizonte, passei direto e bati em 2 carros. Para resguardar meu bom nome, usei minhas reservas para pagar os prejuízos causados aos terceiros e resolvi fazer uma lanternagem caseira, apenas o suficiente para continuar usando o carro até poder consertá-lo definitivamente.

Peguei uma marreta, alguns pedaços de madeira, um tapete para me deitar no chão e, munido dos apetrechos, comecei por desamassar o para-lama dianteiro, aplicando-lhe fortes marteladas.

Após alguns minutos de cansativo trabalho, fui até à cozinha tomar um copo d’água, quando ouvi, proveniente da garagem, um estardalhaço característico de vidros se quebrando. Fui correndo e surpreendi minha primogênita com a marreta na mão, um sorriso no rosto e apontando para o farol todo quebrado, ao mesmo tempo que dizia com ar de dever cumprido: - Ajudando o papai!

É só um foguinho de nada...

"Antes de dedicar sua amizade a alguém, convém que conheça suas idéias, sua moral, suas inclinações, etc. A boa impressão que você tenha, ao tomar contato com uma pessoa, terá de ser confirmada pelo que observar nela em tratos posteriores."
Do livro Bases para sua conduta, de Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

Vou te contar uma historinha rápida.

Quando iniciei minha carreira técnica - isso faz mais de trinta anos - tive um treinamento de prevenção e combate a incêndio. O treinamento foi ministrado pelo comandante do Corpo de Bombeiros de BH, que fez uma coisa muito interessante.

Ele acendeu uma vela em cima da mesa e começou a conversar, como quem não quisesse nada. De repente, ele levou os dedos indicador e polegar na boca, molhou-os com a língua (que porquice!) e, na sequência, apertou o pavio da vela com os dois, apagando-a instantaneamente.

Então comentou: vocês perceberam que apaguei este fogo com dois dedos?! Entretanto, se ele tivesse se espalhado pela mesa e em seguida tomasse conta do auditório e do prédio, eu poderia chamar toda a minha corporação - que não é pequena - com todos os equipamentos e caminhões pipa que temos e demoraríamos horas para dominar o incêndio.E mesmo depois que o fizéssemos, as consequências seriam irremediáveis.

Transformei esta história numa metáfora, que naturalmente ficou gravada em minha mente e, todas as vezes que me esqueço dela, me dou mal.